Pressa de Violeiro

Publicado: dezembro 4, 2011 em Música, Músicas e Letras

 

Vindo do interior, enquanto a grande São Paulo me fascinava, gravando nosso disco no Estúdio Gazeta na Av. Paulista, a noite com suas luzes e automóveis me faziam sentir saudades da paz do e da simplicidade da vida das pequenas cidades. Lembrando dos cantores e violeiros e amigos que viviam o conflito cidade & campo e se aventuravam em busca de um lugar ao sol na grande cidade, escrevi essa letra que o Passoca musicou e incluiu no seu primeiro LP solo. O resultado foi emocionante, sempre pronto para ser ouvido e relido.

Pressa de Violeiro

Música: Passoca
Letra: Antonio Celso Duarte

Peço ao violeiro que me espere
Violeiro não de desespere não
Peço ao violeiro que me espere
Violeiro não de desespere não
A cidade é grande
A cidade é uma festa
Pena que o homem não é o que se pensa
Eu lhe dou o mote violeiro
Você me dá o refrão…

Te dou a pressa
Te dou o estouro
Não de uma boiada não
Te dou o estouro do escapamento
De um caminhão
Te dou um rio
Não um rio onde as águas correm
Pelo asfalto correm
Eu te dou o mote violeiro
Você me dá o refrão

Adágio

Publicado: agosto 4, 2011 em Música, Músicas e Letras, poesia, Uncategorized

 

 

 

 

 

 

Letra: Jotabê Campagnholi
Música: Antonio Celso Duarte

Venho brotado e bebido
No verde gosto da cana
Na praça da minha aldeia
A vida já não me engana

Venho do engenho moído
Alma batida a pilão
Da casa parede e meia
Igreja de São João

Venho do Grupo Castanho
Do barro dos casarões
Da bola de meia
Pedra e areia
Escorregando
No pau de sebo da aldeia

Venho do Íris caído
Entre a princesa e a maçã
O sonho de um poeta
Me fez poeta
Hoje e amanhã

Venho brotado embebido
No verde gosto da cana
Nas caravelas fugido
Nos mares de Vera Cruz

 

São Piauí

Publicado: agosto 3, 2011 em Música, Músicas e Letras, poesia


  (Antonio Celso Duarte e Climério Ferreira)

 vem comigo menina
vem comigo aqui pra São Paulo
pra são pulo
vem pra São Piauí

aqui tem um ar de Europa
um cheiro novo de África
tem operário a galope
sob o aboio da fábrica
tem boi de ferro e fumaça
na massa deitando a morte
de sorte que o centro-sul
desse estado dá no norte

vem comigo menina
vem comigo aqui pra São Paulo
pra são pulo! – vem pra São Piauí

no asfalto tem uma pedra
tem uma pedra no asfalto
que de repente num salto
se desfaz na boca
o beijo que se desprega
da nossa garganta louca rouca
poluída de calor

vem pra São Piauí
que a vida começa aqui
no viaduto do chão
por que não?
ou no riacho do chá
no viaduto do chão
por que não?
ou no riacho do chá

Sombras

Publicado: julho 28, 2011 em Uncategorized

Sombras
(A volta do filho pródigo)


 

 

 

 

 

Autores: Passoca e Antonio Celso Duarte


 
Guardarei teus trapos
Fecharei teu quarto e seguirei
Teus passos pelo mundo,
Guardarei teus trapos
Fecharei teu quarto e seguirei
Teus passos pelo mundo.

De uma longa estrada
Avistarei os montes
Por onde já passei
Mas teu destino não sei não…
Lavarei teu corpo nos riachos
Com as minhas mãos
Te darei a água que quiseres beber
Como a sombra das árvores
Seguirei,
Como a sombra das árvores
Seguirei
Teus passos pelo mundo.

( A música “Sombras” foi gravada por Passoca e foi tema da novela “Meu pé de laranja lima”.)

Bye bye

Publicado: julho 27, 2011 em Uncategorized

bye bye anos 60 & 70(video multiply)

Letra e música: Antonio Celso Duarte

 Beijo você
Não adianta baby
Ligo a TV
Não adianta mais
Este corpo de mulher na revista
A fotografia no jornal
A moral  
Marilyn Monroe
Se eu me lembro de você
Da Brigitte
Da vedete na TV
 Hollywood, Udigrude 
 Midnight, Easy Rider
 Do chiclete com banana
Ipanema Copacabana
Do Recife ao Piauí
Tuti fruti  Paraty
Carnaval Municipal
O exótico tropical

Bye bye
Tchau tchau
 Bye bye
Tchau tchau
Bye Bye Bye
Tchau meu mundo ocidental

Beijo você
Não adianta baby
Ligo a TV
Não adianta mais
Este corpo de mulher na revista
A fotografia no jornal
A moral   
Marilyn Monroe
Se eu me lembro de você
Da Brigitte
Da vedete na TV
Da Leila Diniz
Da Leila Diniz
Bye bye
Tchau tchau
Bye bye
Tchau tchau
Bye Bye Bye
Tchau meu mundo ocidental
Bye bye
Tchau tchau
Bye bye meu mundo ocidental

Mantenha Distância

Publicado: julho 25, 2011 em Música, Músicas e Letras

Autores: Climerio Ferreira e Antonio Celso Duarte

Se eu tiver um caminhão eu quero chevrolé
pra pisar na buraqueira e pra roubar mulher
Mas se eu tiver um caminhão eu quero chevrolé
pra pisar na buraqueira e pra roubar mulher
Carroceria eu boto 20 anos
meus amigos, minha vida, meus trapos, meus planos
No para-brisa Birgite Bardot
a Marilyn Monroe e a morena flor do sertão
Antes que o asfalto sufoque o baião
eu quero ver a paisagem passando faceira
cheirando a rabeira do meu caminhão
eu quero ver a paisagem passando faceira
cheirando a rabeira do meu caminhão

Se eu tiver um caminhão eu quero chevrolé…

No para-choque do meu caminhão
escrevo a vida como a vida é
Não esquecendo que no fim das contas
poeira de caminhão é vitamina de chofer
Não esquecendo que no fim das contas
poeira de caminhão é vitamina de chofer

Velho Olavo

Publicado: julho 20, 2011 em Música, Músicas e Letras, poesia
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Música e letra: Antonio Celso Duarte

Velho Olavo
Olhando a rua da janela
Vendo o automóvel correndo
Ao seu vizinho vai dizendo
Vai dizendo
Vivendo, vivendo

Velho Olavo
Lendo a notícia no jornal
Relendo
como sempre vai dizendo
vai dizendo
Vivendo  vivendo

Velho Olavo
Assistindo a novela, revendo
Docemente vai dizendo,vai dizendo
dizendo
dizendo

Velho Olavo
Velho sábio
Não
Sabe dar conselhos
Velho Olavo
Na rua não sabe andar mais
Velho Olavo velho Olavo
Velha bicicleta aposentada
Velho professor de português
Chapéu marrom
Terno xadrez
Conversando com as mulheres
Abraçando o amigo
Nunca perdendo missa aos domingos
Velho Olavo velho amigo
Velho Olavo.
  

Ouça a música Velho Olavo no Myspace

Pirapora

Publicado: julho 16, 2011 em comportamento, Música, poesia

Uma tradição de mais de 50 anos se repete em São Paulo. Centenas de fiéis cruzam as cidades do interior paulista numa romaria até Pirapora de Bom Jesus – a 53 km da capital -, um dos mais importantes centros de encontros de católicos do estado.
Foi observando desde menino estes romeiros que Antonio Celso Duarte compôs esta música. Ela foi gravada pelo Flying Banana, por Passoca e por Mazinho Quevedo, entre outros importantes nomes.
Kal Mattus em sua video-reportagem acompanhou os romeiros nas cidades de Piracicaba, Capivari e região até Pirapora.

Pirapora

Letra e música de Antonio Celso Duarte

Eu vou seguindo
Poeira mato asfalto afora
Barba comprida
Cabelo grande que nem de muié
Mariazinha diz que me namora
Eu vou cumpri minha promessa
Eu vou a Pirapora a pé
Eu vou a Pirapora a pé  (repete: Eu vou a Pirapora a pé…)

Meu Bom Jesus de Pirapora
Aguenta aí a sua cruz
Eu vou chegando sem demora
Eu vou e volto mais treis veiz
Juro por Deus Nossa Senhora
Eu vô i vorto mais treis veiz
Juro por Deus Nossa Senhora  (repete: Eu vo e vorto…)

Quando eu vortá
De Pirapora a pé
Eu vou fazê uma casinha de sapé
Eu vou levá Mariazinha
Eu vô tocá minha viola
Vou deitá na minha rede
No meu pé de carambola (repete: Eu vô leva Mariazinha…)

Composta por Antonio Celso Duarte em 1973 em São José dos Campos e Capivari, interior de São Paulo. Gravada em 1977 pelo Flying Banana e em 1979 por Passoca.

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